ATIVIDADES FÍSICAS E ESPORTIVAS NO CONTEXTO DA PANDEMIA: A ESSENCIALIDADE TRAZIDA À TONA

Estamos vivendo um momento sem precedentes na história recente da humanidade em função da Pandemia de Covid-19. As restrições iniciais de circulação impostas à população atingiram a todos de alguma forma. Essas restrições causaram um duro impacto para os praticantes de atividades físicas, esportistas e atletas, pois, de uma hora para outra, a pratica dessas atividades foi considerada como algo “não essencial”, além de ser vista como uma possibilidade adicional de disseminação e contágio do Covid-19.

De forma natural, à medida que as autoridades de saúde, autoridades locais e políticos, começaram a entender e a monitorar a pandemia enquanto fenômeno multidimensional, estudiosos da área conseguiram trazer à tona evidências sobre o caráter “essencial” das atividades físicas na vida das pessoas, para além da abordagem meramente biológica (corpo, saúde física, controle do peso, por exemplo), mas também, sob o ponto de vista da saúde mental, das relações sociais e de convívio.

Mas o que isso quer dizer, professor?

Com base em alguns estudos recentes sobre o tema, a minha interpretação é que a pandemia nos mostrou que praticar atividades físicas e esportivas regularmente tem um significado muito maior do que apenas “promover adaptações fisiológicas positivas” e, assim, “promover saúde”. Até mesmo porque o conceito de saúde largamente difundido pelo senso comum está atrelado estritamente aos componentes biológicos, por exemplo... [se eu pratico atividades físicas ... se eu treino...] ... [eu sou saudável... eu não adoeço... eu tenho um corpo bonito...] ..., e por aí vai. Essa relação de causa-efeito, apesar de assertiva, apenas reforça uma visão extremamente distorcida e limitante das práticas físicas, e que faz deixar “esquecidos” benefícios fundamentais promovidos pelas práticas físicas, por exemplo, a melhora em aspectos de natureza cognitiva (memória, concentração, flexibilidade cognitiva, etc), relacionados à saúde mental (ansiedade, sintomas depressivos, ideação suicida, etc), e, ainda, nas relações sociais e de convívio (convívio ao ar livre, aulas coletivas e a formação dos fantásticos “grupos de corrida e de ciclismo”).

Por fim, se você ainda não percebeu, uma das maiores lições que a atual pandemia trouxe para a área da Educação Física é a visão de ESSENCIALIDADE das práticas físicas e esportivas no contexto da humanidade. Caso isso ainda não esteja claro para você, volte “duas casas” e lembre-se dos períodos mais severos do isolamento social. Apesar de necessários, ao menos para mim e para pessoas do meu convívio, as limitações às práticas físicas impostas naquele momento tiveram um tremendo impacto negativo em nossas vidas, sobretudo na saúde mental. PRATICAR ATIVIDADE FÍSICA EXERCÍCIO ESPORTE É UMA NECESSIDADE BÁSICA DO SER HUMANO. O mais interessante disso tudo é que esse posicionamento vem sendo sustentado por argumentos que extrapolam o discurso biológico e põe em evidência outros importantes domínios da natureza humana que são, também, fortemente afetados pelas ações físicas, sobretudo, os de natureza cognitiva, afetiva e social.

Atividade física, exercício e esporte são essenciais. SÃO VIDA.

Através deste breve texto, gostaria de me apresentar a vocês, leitores do Blog.

Me chamo Thiago Francisco; Sou Fisioterapeuta (2013) e Professor de Educação Física (2016) e, atualmente, aluno de Mestrado no Programa de Educação em Ciências da UNIPAMPA. Assim como a maioria de vocês, sou um apaixonado por atividades físicas e esporte. Tenho trabalhado com treinamento e reabilitação de esportistas locais e sou o Treinador do grupo de corrida “Amigos da Corrida”, da cidade de Uruguaiana/RS.

Nos próximos textos, abordarei temas relacionados à atividade física e saúde; treinamento esportivo e estratégias para prevenção de lesões. Espero que os textos gerem reflexões e que as dicas sejam úteis.

Até breve.