Aí Galera... demorou, mas saiu...

Hoje vamos falar sobre uma corrida que tenha sido marcante.... É um assunto tão difícil como fosse perguntado qual filho você gosta mais... Mas, enfim, quanto ao mundo das corridas a minha primeira maratona marcou demais porque ali quebrei o gelo. Foram 3 meses de dedicação na planilha, boa alimentação e descanso. Lembro como se fosse hoje aquele março de 2017 quando comecei os treinos. Treinava 3 vezes na semana. Sendo um dia de tiros geralmente na terça-feira, outro de regenerativo na quinta e final de semana o famoso longão. Posso afirmar que não foi nada fácil, pois várias vezes pensava que não conseguiria. Durante essa fase convivi com dores, medo de me machucar e ao mesmo tempo com a alegria de cumprir a planilha. Uma mistura de sensações até o dia da prova. Antes de chegar o dia “D” devemos saber qual a roupa, o tênis e os suplementos que vamos usar. Tudo já devidamente testado para não haver problema.

Já nos preparativos para arrumar as malas para viajar a adrenalina já corre nas veias. A ‘vibe’ começa na retirada dos kits, pois lá você encontra uma galera com uma energia contagiante. Parece que todo mundo se conhece. Você conversa com corredores de tudo que é lugar do Brasil e do exterior. São filas imensas, tendas de artigos esportivos, fotos para tudo quanto é lado. Isso leva boas horas. Bom, estamos quase lá. Na noite que antecede a prova temos o famoso jantar de massas, um dos últimos encontros antes da prova.

Então, chegou o dia da prova, 11 de junho de 2017. A largada geralmente é as 07:00, mas nós corredores já estávamos acordados desde as 3:30 – 4:00, hahahaha. Ir no banheiro com dor de barriga é de praxe. Pedir para o Hotel servir o café especialmente para os maratonista é o diferencial, pois tendo café, ovo mexido e mais algumas coisinhas a gente se vira. Após o café mais uma passada no banheiro e “bora” baixar para o saguão do hotel para ir de Van ou Uber. Como sempre saímos com antecedência, mas chegamos normalmente na pressão.

Na chegada do local é uma loucura. Muita gente correndo, filas de carros, de Vans, ônibus, pessoas correndo pelas ruas e muitas tendas de equipes. Até achar nossa tenda já esta quase na hora da largada. Momento do último check list e mais uma passada no banheiro que pode ser químico ou atrás numa grama qualquer. Aí a adrenalina está fervendo. Vamos se posicionar para largada. Se possível na onda do teu pace. É hora de preparar o relógio, ainda estava escuro porque era inverno e muito frio em Porto Alegre.

A largada foi dada e até o km 5 estamos recém aquecendo o corpo, mas o visual é deslumbrante na beira do Guaíba. Numa maratona devemos correr com a cabeça, pois um erro na velocidade pode custar alto na segunda parte da prova. Posso afirmar que a corrida começa depois do km 28. É aí que as pernas começam a pesar, mas a energia dos corredores são contagiantes. Os km 32 ao 35 são cruciais porque a convivência com as dores se misturam com as emoções e a vontade de terminar a provar. Ainda temos que administrar possíveis câimbras.

Chegando no km 38 sabemos que estamos quase lá, mas parece que não chega nunca... Foi aí que apareceu meu treinador Daniel Reich de bicicleta gritando: vamos Dado... muito bem!!! Faltava pouco para terminar, mas cada km passa muito lento. Nesse momento começa a passar um filme na cabeça, e é uma emoção indescritível quando enxergamos aquele corredor de pessoas torcendo por ti, antes de passar o pórtico de chegada. É quando a gente vê que tudo valeu a pena, mas que achamos que nunca mais vamos fazer isso. Até vir a próxima!!!

Abc

Dado